terça-feira, 4 de novembro de 2008
Colegas!
Atividade 2 - Nilzo Machado
Nem 8 ou 80, nem ao céu ou ao inferno, ... , e outros ditados populares que eu poderia utilizar com o mesmo sentido.
Acredito que todas as situações de nossa vida podem ser comparadas a uma moeda, ou seja, tem dois lados e o bom senso sempre deve prevalecer.
Vivemos na era da informação, tudo é muito rápido e as distâncias... passam a ser relativas.
Sabemos o que ocorre no outro lado do Mundo instantaneamente!
O bom e o ruim, o positivo e o negativo, o alegre e o triste!
E nossos alunos... O que passa por suas cabeças? O que eles pensam destas situações? Será que pensam? Será que se posicionam diante dos diferentes fatos? Ou estão perdidos?
Portanto, nosso papel enquanto professor é orientar este debate, incentivando nossos alunos no uso das diferentes TICs , proporcionando aos mesmos, situações que proporcione a exposição de suas conclusões, através de atividades bem elaboradas por nós, professores.
A organização de uma mostra de vídeos, uma mostra de redações, uma publicação no jornal da escola, na Internet (Home Page ou Blog), bem como a utilização das diferentes mídias neste processo, unido ao domínio de softwares que possibilitem esta comunicação, pode servir de incentivo à pesquisa, mobilizando-os em torno do tema em questão, favorecendo a sua participação e a conseqüente construção do conhecimento. A posterior avaliação destas atividades pelos próprios alunos em conjunto com professores e pais, servirá para o aperfeiçoamento desta sistemática.
Acredito que a Escola que trabalhar desta forma - o que não é tão simples, pois requer planejamento, visão interdisciplinar, condições tecnológicas, motivação de todo o corpo docente em querer aprender (uso do computador e softwares) – diferenciar-se-á das demais bem como os alunos egressos da mesma.
A educação, como sempre, está correndo atrás.
Atividade 1 - Nilzo Machado
Desde que nascemos estamos em constante processo de assimilação dos mais diferentes tipos de conhecimentos. Criamos vínculo com nossa mãe pelo cheiro, pela amamentação, pelas suas brincadeiras quando nos dá banho, troca nossas fraldas, etc. Somos aprendizes... nossos familiares... os professores.
Em seguida vem a escola e este cenário é contínuo e repetindo-se durante toda a nossa vida, apesar de muitas vezes chegarmos a esta constatação quando estamos efetivamente “AMADURECIDOS” - lê-se um pouquinho mais velho/idoso – nos fazendo chegar à conclusão que quanto mais estudamos e aprendemos sobre o Mundo e seus diferentes saberes e conhecimentos, REALMENTE NÃO SABEMOS PRATICAMENTE NADA!
Nós, educadores, acima de tudo temos que ter bem presente esta realidade, tendo a humildade de reconhecer que nossos alunos, também são uma grande fonte de informação, principalmente nos dias de hoje com a Internet, celular, MP3,4,5,..., rádio, TV e todo material impresso. Precisamos é tirar proveito desta nova realidade e utilizá-la a nosso favor... como ferramenta e subsídio para nossos verdadeiros objetivos, ou seja, transformar toda esta informação efetivamente em formação.
Com este pensamento, procuro sempre respeitar e ter um bom relacionamento com meus alunos - gostando de mim... irão gostar do que estou propondo que façam e/ou aprendam – pois, acredito que somos movidos por curiosidades, necessidades e acima de tudo por paixões, que por sua vez nos estimula e promove o interesse por alguma coisa ou situação.
Nesta caminhada o uso das diferentes mídias no processo de ensino-aprendizagem deixa de ser uma novidade e passa a ser uma necessidade. Não podemos estagnar e trabalhar da mesma maneira que nossos professores.
Isto não é fácil, visto que em nossa formação isto não foi vivenciado, logo, temos que aprender fazendo...
Hoje a informação está em todo lugar. Nossos alunos de uma forma ou de outra acessam esta informação. Portanto, precisamos organizar toda esta informação de forma que ela realmente promova a construção do conhecimento.
Todavia, cada um deve fazer a sua parte... os governos em suas diferentes esferas e principalmente os gestores em suas escolas, investindo e estimulando os professores no uso das diferentes mídias, especialmente no uso da informática em função da grande atração que esta exerce sobre os alunos.
A formação continuada é palavra de ordem neste processo!
Temos que ter claro que o que buscamos aprender... tem sentido em nossas vidas e nunca mais esquecemos. Simplesmente é abstraído visto que é APRENDIDO.
Isto vale para nós e especialmente para nossos alunos.
Logo, uma pesquisa orientada na Internet, com a posterior produção de um vídeo, texto, slide-show, dramatização, etc., seguida da publicação na própria rede através de grupos ou fóruns de discussões, na construção de Blogs, de jornais online, dentre outros, constitui-se numa nova maneira de se aprender e de se ensinar e conseqüentemente de se produzir conhecimento.
Acredito no que escrevi acima...
Procuro sempre fazê-lo... Não é simples, pois muitas variáveis surgem no caminho!
Mas posso garantir... VALE a PENA!
E, a cada passo... fico mais convencido que NADA SEI...
Estou sempre APRENDENDO!
Abraços!
Prof. Nilzo Machado
Atividade 4
Atividade 4
TECNOLOGIA NA MINHA ESCOLA
Todos querem estar envolvidos em atividades prazerosas, interessantes, modernas. Tecnologia é tudo isso. Lembra nova forma de ensinar e aprender. Talvez resida nesse ponto a grande questão da aprendizagem. Sendo interessante, sua abordagem trará somente benefícios. Mas tudo precisa de ações intencionalizadas, de objetivos específicos. Com a tecnologia não é diferente. Precisamos de planejamentos dinâmicos e modernos. E muito pode se conquistar com o uso de tecnologias e mídias digitais no ambiente escolar. Mas também precisamos de recursos materiais e das formações contínuas. São investimentos indispensáveis que se fazem com a aquisição de tantas parafernálias. É um efeito cascata. A aquisição de alguns aparelhos já pressupõe a aquisição de outros, substituições, manutenção, lidarem com o obsoleto, com a internet. Precisamos estar atentos quanto ao uso, em relação as formas de pesquisa, aos bate-papos, no que pode e no que não pode fazer uso. Precisamos criar condições, ou melhor, regras para direcionar o uso de tais tecnologias. O papel da escola deve ser este: filtrar como, quando e por que... Interagir, problematizar e não somente deixar de permitir, fazer e formar cidadãos críticos e conscientes dentro do universo tecnológico. Indagar, questionar, preparar para as armadilhas que se escondem e são sutis no enfrentamento das mídias digitais. A escola deve sempre favorecer e oportunizar os conhecimentos nas suas diversas formas e maneiras que se apresentarem. Precisamos estar fazendo uso das mesmas sob pena de também não sabermos lidar com os conhecimentos que perpassam e são perpetuados nesses ambientes. Produzir e refletir sobre as nossas práticas diante das diversas formas de ensinar e aprender. Este talvez seja um dos dilemas da atualidade.
Atividade 3
Atividade 3
EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA
Muito se fala em informatização. Em todas as áreas, mas principalmente na educação. A educação precisa estar atrelada à tecnologia, ao uso de ferramentas tecnológicas, à era digital. Parece que todos os problemas estariam resolvidos diante do uso das tecnologias no contexto escolar. Mas acredito que nossos conhecimentos precisam de muitas indagações, investimento nas relações interpessoais, na busca de humanização, na conquista de entendimento das diferenças coletivas e individuais. Precisamos estar primeiramente atrelados ao ser humano, na sua compreensão, nas suas competências. De nada valeria usarmos somente práticas de ensino voltadas aos recursos tecnológicos e computacionais. Precisamos e entendemos que a escola serve para isso, filtrar as necessidades, trabalhar com a diversidade humana e tecnológica, investir na formação da pessoa e nas diversas formas de alfabetizações. Sim, porque há muitas alfabetizações a serem desenvolvidas: letramento, digital, gráfica, humana... A tecnologia deveria ser vista como uma aliada da educação, mais uma ferramenta. Hoje ouvimos que este é um dos principais diferenciais no contexto escolar. Se a escola oferece aulas informatizadas e com dinâmicas na computação, deve ser uma escola de qualidade. É importante o entendimento que o aspecto pedagógico é muito mais do que vários computadores em rede com acesso à internet. Precisamos de profissionais competentes em suas áreas e com domínios de informática. Porém nada disso é garantia para uma boa educação. Não basta uma sala de laboratório para garantir todo um processo de ensino, de aprendizagens. A educação supõe muito mais. Supõe principalmente escolas responsáveis cm atividades educacionais atreladas ao seu entorno, escolas abertas à reflexão, cientes da necessidade de se ter criticidade diante dos próprios saberes desenvolvidos, parcerias com a sua comunidade principalmente com a família de seu alunado, muita formação continuada e bastante sintonia com o comprometimento pedagógico e com o êxito no elo ensinar-aprender. Tudo faz parte do desafio que está nesse universo das aprendizagens que se estabelecem nas nossas crianças, nos jovens e adultos. Várias gerações se encontram nesse universo plural: a escola. A escola é um espaço rico de aprendizagens que precisa ser redescoberto, replanejado e incentivado.
Atividade 2
Atividade 2
REGISTRANDO A PRÓPRIA REFLEXÃO
Ensinar e aprender supõe uma relação. Ambos deveriam estar articulados. E supostamente, gerar uma relação de entendimento: cumplicidade. Mas não é assim... Geralmente são ações separadas, fragmentadas. A ação de educar vislumbra um processo de compreensão, articulação. O elo para essa conquista está no ensino-aprendizagem, ou seja, na “arte” de ensinar e no “resultado” em aprender. Tudo muito teórico e nada prático. Ser professor dentro do contexto escolar supõe essa interatividade, essa ação-reflexão-ação. Mas sabemos que no cotidiano há muitos fracassos escolares, evasões, metodologias inadequadas, faltam motivações nos diversos campos de aprendizagens, enfim... Temos muitos olhares sobre o nosso entorno e uma instituição fragilizada, com poucos investimentos e muitas atribuições. Formar pessoas dentro de uma perspectiva crítica, cidadã, moderna, responsável supõe uma gama de buscas, ações, apoios, formações continuadas, parcerias. Todo professor é idealista, formador de opiniões, mediador, crítico e autocrítico.
São muitas as formas de ensinar e são muitas as formas de aprender. A escola não é o espaço único e absoluto no qual iremos aprender. Faz parte de todo ser humano a característica do aprender, do interagir, do modificar. Mas esse processo necessita de outras questões como o emocional, o social, a metodologia. Aprendemos sim, mas muitas vezes aprendemos “de qualquer jeito”, sem um referencial metodológico e/ou teórico. Daí a necessidade da escola formal com seus currículos, com a escolarização. Por mais que tenhamos nossas mazelas e dificuldades dentro do âmbito, é lá, junto com seus pares que, os alunos, irão ter suas capacidades e potencialidades desenvolvidas. Nesse conflito de idéias, ações, conhecimentos, ocorrerão as aprendizagens formais e informais. Formaremos e mostraremos o papel da escola diante de tantas diversidades e adversidades. Fazemos parte de uma sociedade que está sempre em transição, buscando espaços. Não somos diferentes. Acreditamos no valor de cada profissional da educação, sua caminhada, sua experiência, suas formações. A formação é contínua e sempre será. Nunca estaremos realmente prontos em questão de educação. Com ou sem recursos tecnológicos, a principal ferramenta é e sempre será o professor. Um elemento indispensável no processo educacional. Seja na educação presencial ou à distância. Seu espaço é por excelência insubstituível.
Atividade 1
- Atividade 1
QUEM SOU COMO PROFESSOR E APRENDIZ
Estamos inseridos num momento em que o conhecimento como tantos outros conceitos precisa ser revisto. A sociedade atual exige conhecimentos, uso de tecnologias e metodologias adequados à sua época, uma época de incertezas. Incertezas porque remete ao fato de que, até e inclusive, o conhecimento é algo perene, incerto, reconstruído. A todo o momento somos exigidos de que, junto com as tecnologias e com o conhecimento, nossas ferramentas escolares (saberes) estão obsoletas. Não conseguimos acompanhar a demanda de tanta informação, de tanta tecnologia, de tanta transitoriedade. Estar atualizado requer não só tempo como compreensão, metodologias e competências. Ser professor significa ser aprendiz. Eternos aprendizes na arte de não só formar pessoas como também estabelecer estratégias diante de todo um contexto desfavorecido em recursos materiais, tecnológicos quanto em formações continuadas. Ser professor num ambiente escolar significa travar eternas alfabetizações... Alfabetizações digitais, tecnológicas, de conhecimentos, de relações humanas. Somos seres em busca de entendimento mas também de articulações. Precisamos estar articulados com o nosso aluno, nossa realidade, nosso entorno, nossas tecnologias (disponíveis), nossos materiais (sucateados), nossa formação continuada. Muitas são as alfabetizações que nos desafiam diariamente. E isso requer não só a lucidez de vislumbrá-las quanto de buscar e conseguir obter tal enfrentamento. Se o aluno precisa mudar, está sinalizando mudanças, o professor está no mesmo patamar. Precisamos urgentemente novos paradigmas, novas conquistas. Nada acontece por acaso. A transformação ocorrerá neste âmbito de conflitos. Conflitos de conhecimentos, de formações, de metodologias, de alfabetizações...
A escola não é o local único e privilegiado no que se refere à aprendizagens. Qualquer campo em que estamos inseridos favorece a aprendizagem. Temos muitos modelos de aprendizagens. E talvez, a maioria, não seja produtivo, satisfatório. A excelência em aprender está no ser humano, não na escola. Há muitas escolas. E tais ambientes muitas vezes não satisfazem seu alunado, pois desconhece ou desvincula seus saberes de suas respectivas realidades. Precisamos estar atentos aos nossos alunos, aos fracassos escolares, à evasão escolar, ao tédio... Precisamos vincular conhecimento com capacidades, ou seja, competências. Para tanto é preciso estar intencionalizando algumas estratégias no ensino-aprendizagem:
Competência para aquisição do conhecimento
Competências para a interpretação da informação.
Competências para a análise da informação.
Competências para a compreensão da informação.
Competências para a comunicação da informação.
Precisamos saber lidar com o conhecimento. Transformar uma sociedade exige muitas criticidades, dentre elas, a própria criticidade desse conhecimento desenvolvido na esfera escolar. O mundo atual apresenta muita informações, muitas formas diferenciadas de conhecimentos. É preciso também universalizar nossas metologias, transformá-las em ferramentas ricas de interpretações. Favorecer o ensino dentro de uma dinâmica de incertezas, de perguntas, de inquietações. Já passou o tempo em que entregávamos as aulas prontas, absolutas. Hoje, necessitamos de várias verdades, vários argumentos, idéias, posições, perguntas. Leituras e mais leituras. Interpretações e interpretações. Conhecimentos e conhecimentos. Tudo é passível de novas abordagens, de aquisições. Há muitas formas de aprender. Há muitas formas de ensinar. Não somos donos do conhecimento e nem temos a pretensão de ser os donos da verdade. Ser professor é ser mediador, facilitador, um elemento indispensável na construção dos diversos entendimentos do dia-a-dia.